Chimarrita

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   A Chimarrita foi trazida ao Brasil pelo colonos açorianos na segunda metade do século XVIII. A “Chamarrita”, como era chamada, era popular no Arquipélago dos Açores e na Ilha da Madeira, e ao chegar ao Brasil foi se amoldando as gerações coreográficas, chegando até a ser dançada pelos pares enlaçados, como numa mistura de valsa e chotes. Difundiu-se também nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, além das província argentinas de Corrientes e Entre-rios, além de suas variantes, como o chamamé, por exemplo.

 

   Coreografia: para a execução da dança formam-se duas fileiras com homens de um lado e mulheres do outro, na primeira figura é executada uma marcação no primeiro compasso, caracterizada por um forte taconeio de polca pelos peões com o pé esquerdo, e uma meia planta de polca pelas prendas com o pé direito. No segundo compasso os dançarinos executam um passo de polca lateral, com os peões se deslocando para a esquerda e as prendas para a direita. Os terceiro e quarto compassos repetem a marcação e os passos do primeiro e segundo compassos, alternando o pé e a direção em que os movimentos foram realizados anteriormente. Para finalizar a primeira figura repete-se os movimentos dos compassos anteriores perfazendo um total de oito compassos.

Na segunda figura ocorre a troca de lugares dos pares, onde nos primeiro, segundo e terceiro compassos os dançarinos avançam simultaneamente em três largos passos de polca para a frente, trocando de posições. No quarto compasso os dançarinos executam uma marcação de polca batendo fortemente os pés, de costas para seu par. Nos quinto, sexto e sétimo compassos os dançarinos voltam para sua posição de origem com três largos passos de polca para trás, onde os pares quase tocam-se com os ombros ao se cruzarem. Para finalizar a figura os pares, já em sua posição de origem, executam uma marcação de polca no lugar, completando o oitavo compasso.

A terceira figura será executada igualmente a primeira.

Na quarta figura os pares fazem o afastamento e retorno das fileiras, para isso realizam uma marcação de polca infletindo ¼ de volta para a esquerda, após executam dois largos passos de polca para a frente nos segundo e terceiro compassos. Executando novamente marcação de polca nos quarto e quinto compassos, e novamente realizam dois largos passos de polca para a frente nos sexto e sétimo compassos e novamente executam uma marcação de polca com inflexão de ¼ de volta para a direita, seguida de mais uma marcação de polca com inflexão de ¼ de volta, novamente, para a direta, nos oitavo e nono compassos. Nos próximos compassos os dançarinos repetem os primeiros passos desta figura, até o décimo sexto compasso os pares executam uma marcação de polca infletindo ¼ de volta para a esquerda, voltando a ficarem de frente um para o outro.

Na quinta figura serão executados os mesmos passos da primeira, com exceção do último compasso onde os pares executam um passo de polca em diagonal de maneira que os pares se encontrem, fazendo com que cada par se tome por ambas as mãos.

Na sexta figura os pares, de mãos dadas, os dançarinos executam um passo-de-recuo lento, no primeiro compasso os homens para a esquerda e as mulheres para a direita, após realizam um passo de polca para o mesmo lado do recuo no segundo compasso, nos terceiro e quarto compasso executam os mesmos movimentos do compassos anteriores, mas para direção oposta, alternando-se assim os lados até o oitavo compasso. No nono compasso executam dois passos de recuo rápidos, para a mesma direção do executado no primeiro compasso, seguido de um passo de polca, segue executando os passos alternando a direção até o décimo sexto, onde os dançarinos executam novamente um passo de polca, mas desta vez para a frente, na intenção de se aproximarem ainda mais.

 

Letra extraída do Manual de Danças Gaúchas de Paixão Cortes e Barbosa Lessa:

 

Chimarrita vou cantar

Qu’ inda hoje não cantei (BIS)

Deus lhe dê muito bôa noite

Qu’inda hoje não lhe dei (BIS)

 

Chimarrita morreu ontem,

Ontem mesmo se enterrou (BIS)

Quem falar da chimarrita

Leva o fim que ela levou (BIS)

 

Chimarrita que eu canto

Veio de cima-da-serra (BIS)

A pular de galho em galho

Até chegar na minha terra (BIS)

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